Carmelo Patti no encarte do jornal O Globo de 08/01/2009
A Província de Mendoza concentra mais de mil adegas, boa parte aberta aos turistas. Escolher quais visitar é tarefa ingrata, mas um ponto importante deve ser observado: para se conhecer de fato uma boa amostra dos estilos enológicos existentes na região, é interessante variar entre tamanhos e conceitos, visitando, se possível, ao menos uma bodega das grandes e uma das menores, uma das modernas e uma das tradicionais. No saldo final, teremos aprendido (e nos divertido) muito mais assim.
As maiores vinícolas, como Zuccardi, Catena, Rutini e Norton, apresentam excelente infra-estrutura para receber os turistas, com visitas guiadas bem completas e cheias de “acessórios”, que acontecem sucessivamente em diversos horários, todos os dias da semana. Há sempre lojas que, mais do que apenas vinhos, vendem toda a sorte de lembranças, além de ter degustações dirigidas e bar de vinhos. É imprescindível visitar alguma delas para ver a magnitude e imponência que as empresas alcançaram. São indústrias que, ainda assim, conseguem fazer produtos artesanais, no mesmo local em que elaboram rótulos em grande volume.
Mas para quem pretende entender melhor o que se passa na vitivinicultura argentina no momento, é fundamental ficar de olho nas bodegas menores, como a Achaval Ferrer e a Carina. E naquelas familiares, como Carmelo Patti e Família di Tommaso, nas quais os donos são também enólogos e os seus guias no passeio – que deve ser agendado, porque não adianta chegar lá sem marcar (essa dica, aliás, vale para todas as vinícolas, bem como restaurantes).
Produtor cultuado, um dos mais importantes, queridos e respeitados enólogos do país, Carmelo Patti não pode ficar de fora do roteiro. A visita é agradabilíssima, informal. A estrutura é tão familiar que, para você ver, nem tem site ainda, e as visitas devem ser agendadas via e-mail (ellagarsrl@arnet.com.ar). Já os vinhos, representam o que a Argentina faz de melhor e, neste sentido, de moderno. Seu cabernet sauvignon é elogiadíssimo, uma preciosidade. Com simpatia e carisma, Patti encanta não só pelos vinhos que faz, mas pela dedicação e carinho na elaboração, pelo respeito à terra. Todos saem impressionados.
Fonte: Jornal O Globo – Caderno Boa Viagem.